[Resenha] Cabul no Inverno



Título: Cabul no Iverno - Uma vida sem paz no Afeganistão
Autor: Ann Jones
Editora: Novo Conceito
Páginas: 318
SinopseLivraria cultura

Classificação:


Olá, Pessoal! Espero que todos estejam bem..

Queria compartilhar um pouco o que eu li (e senti) quando vi esta história.

Comprei este livro numa daquelas maquinas de "pague quanto vale" do metrô, sabem... Essas máquinas guardam verdadeiras preciosidades! Tem post falando sobre essas máquinas Clique Aqui.

Cabul no Inverno é envolvente. São anotações de uma Jornalista chamada Anne Jones que foi ao Afeganistão para ajudar de alguma forma aquele País que se recuperava da Guerra recém travada e do parêntese aberto pelo Talibã.

Na primeira parte, Anne nos conta as particularidades do dia a dia Afegão, mas como toda boa jornalista, logo passa a nos informar sobre a história daquele País. É nesta primeira parte que vemos o envolvimento dos EUA no país desde a invasão soviética no final da década de 70 e como Bin Laden foi, na verdade, uma criação americana, alimentada e protegida por eles, até se tornar o maior inimigo do Estado.

Nas prisões, segunda parte do enredo, Anne se concentra pouco em mostrar o cotidiano prisional. Essa parte poderia levar um outro nome: As mulheres. Esse é o trecho mais sombrio e pesado do livro pois narra de forma profunda a extrema desumanidade da mulher no Afeganistão. Tudo que parecemos já conhecer sobre elas naquele país, parece ser tantas vezes pior ao ler histórias reais de pessoas que são tratadas com demasiada humilhação, desprezo e violência pelos simples fato de terem nascido mulheres. Some-se a isso o fato de estarem no presídio.

Por último Anne nos mostra a situação educacional precária do Afeganistão. E é nesta parte do livro, que ela nos enche das informações mais chocantes que se pode ter. Como os EUA e outros países Europeus simplesmente invadem o país para roubar, em forma de ajuda. Eles não roubam o dinheiro Afegão até porque não há economia sustentável eficiente no País. Mas roubam esperança. O único sentimento que pode fazer um povo tão sofrido, humilhado e violentado ainda tentar seguir em frente.

Nem sempre os esforços daqueles que estão lá para ajudar sinceramente, dão resultados. Mas quando dão, fazem renovar a vontade e o zêlo de continuar lutando por um país devastado e marcado por um ódio que parece não ter fim. É como a própria Anne diz:

"Há dias em que acreditamos que é possível, há dias que não..."

Abraços,

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26 comentários :

  1. Fiquei muito interessada em ler este livro! Ainda mais de ler as três obras do autor Khaled Hosseini (O caçador de pipas, Cidade do sol e O silêncio das montanhas) que sempre se passam em Cabul e nessa guerra da Rússia/Talibã que tanto fez os afegãos sofrerem e morrerem... Por isso queria tanto ler "Cabul no Inverno" ;-;

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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    2. Também já li os três e são sensacionais. Como esse livro tem uma pegada mais jornalística, clareia mais a mente para a situação política do país... Muito bom, Sara. Muuuito Obrigado pelo comentário. Valeu!

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  2. O livro parece ser forte e carregado de emoção.
    Bom mostrar o lado desse povo tão sofrido e as barbaridades sofridas pelas mulhereres.
    Gostei muito desse relato!

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  3. Aqui no Rio de Janeiro ainda não vi uma dessas
    To doida pra ver uma
    Pela capa percebe que o livro tem bastante emoção
    Um livro sobre a mulher no Afeganistão,deve ser interessante

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  4. Caramba me interessei pelo livro. Realmente essas maquinas tem umas preciosidade que olha...
    Brubs
    http://contodeumlivro.blogspot.com.br/

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    1. Obrigado pelo comentário, Brubs! Seguindo seu, blog, já, hein? Até o dog gosta de livros..rs!

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  5. Deve ser um livro bastante interessante.
    A segunda parte foi a quem mais me interessou, apesar de ser bastante pesado como você mesma falou, fiquei curiosa para saber um pouco mais do que as mulheres por esses países afora passam.
    Bjs!

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  6. Olá, Tudo bem?
    Esse livro parece ser bem interessante. Gosto muito de relatos verdadeiros sobre países que sofrem por causa de uma guerra. Gostaria de ler.

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  7. Oie, tudo bom?
    Gostei muito da temática desse livro, mas não conhecia essa narrativa. Me lembrou o livro O Silêncio das Montanhas que também fala do impacto que as guerras trouxeram para a população do Afeganistão. Nós pensamos muito que se tratam apenas de terroristas, mas são seres humanos perdendo espaço e vidas.
    Beijos!
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  8. O trabalho de pesquisa da Ann merece todo o respeito que se possa dar. Mas, confesso que livros com essa pegada mais jornalística não me chamam a atenção.

    @_Dom_Dom

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    1. Também não me interessa muito, Nardonio. Confesso. Mas a história é envolvente. Principalmente quando se trata de um assunto que interessa. Vale a pena correr o risco de ler esse livro. Abraço e obrigado pelo comentário. Passe Sempre!

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  9. Uau! A história é bem diferente do que eu gosto de ler,mas me interessou muito . Vou procurar mais sobre ele .
    Beijos :*

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  10. achei a capa do livro bem legal e a sinopse tbm eu só nao leria o livro por agora, pq eu to querendo terminar as series que ja comecei, mas ta dificil...rsrs
    mas vontade de ler esse livro eu tenho sim.

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  11. Nossa... eu não sabia desse livro =O
    E ainda comprar uma obra assim nas máquinas do metrô é um achado! Mas enfim, parece uma leitura bem intensa... não sei se eu leria agora, mas fiquei interessada sim =)

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  12. Eu nunca ouvi falar desse livro. A história até parece ser boa, mas não gosto muito de livros com essa temática, então não pretendo lê-lo :/
    Beijos!

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  13. Com essa pegada jornalísca recomendo muito o livro Hiroshima do jornalista John Hersey, sobre o que aconteceu antes, durante e depois da bomba atômica. Tentarei ler Cabul no Inverno ainda esse ano. Eu gosto desses livros que tem uma visão interna de temas como guerra e política internacional,etc. Já assisti vários documentários sobre a situação da mulher nesses países e é desolador. Ler essa resenha me fez pensar num segundo quem será a próxima vitima.

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    1. Valeu pela dica do livro, Gabi. Vou procurar por ele. Amo livros de história. Obrigado pelo comentário!

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  14. Não sou muito fã de livros com temática jornalística, e também não conheço nada sobre essa autora, e apesar da história parecer boa, não pretendo ler.

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  15. Você ia gostar do livro Cidade do Sol, do mesmo autor de caçador de pipa.
    Ele se passa em Cabul e é narrado por duas mulheres afegãs. O divisor de águas do livro é a invasão do EUA ao país. É um dos livros mais emocionantes que eu já li.
    Não sou muito fã de livros com essa pegada jornalística, mas tudo que venha desse país merece ser lido!

    Beeijos, Dreeh.
    Blog Mais que Livros

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    1. Concordo com você, Dreeh. Cidade do Sol foi um dos livros que me deixou com uma ressaca literária. Passei uma semana inteira pensando nas personagens e seus fins. Obrigado pelo comentário! Passe sempre por aqui.

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  16. Nunca ouvi falar do livro e nem do autor, mas acho que vale a pena tentar ler esse livro, parece ser bem interessante!

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  17. Não conhecia o livro, mas gostei da resenha e achei a história interessante. Vou procurar ler.

    Beijos.

    http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Ana. Seguindo seu blog, tá? Passe sempre!

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  18. Como sou jornalista, logo fiquei interessada pelo livro ao ler que a protagonista compartilha da minha profissão. E concordo com você: todos os livros que li até hoje que retratam a realidade da população do oriente médio fazem com que a gente sinta alguma coisa. Os livros com essa temática, normalmente, tem um carga emocional muito forte...Eu vou dar uma procurada nesse livro, pois nunca tinha visto em livrarias e na página da editora. Obrigada pela dica.

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  19. Excelente livro, Ann jones sem deixar de lado suas características de jornalista com um texto claro e objetivo nos apresenta com riqueza de detalhes e uma informalidade chocante o cotidiano não só Afeganistão, mas principalmente do povo daquele país que bem antes de americanos e soviéticos sofriam com as invasões e com os conflito internos que criaram uma marca indelével na mente dessas pessoas.

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