Resenha - A Evolução de Calpúrnia Tate

A Evolução de Calpúrnia Tate
A Evolução de Calpúrnia Tate
Autora: Jacqueline Kelly 
Editora: Única
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance
Páginas: 384
Sinopse: Skoob
Onde Comprar: Saraiva

Avaliação:


Oi gente, tudo bem?

Eu adoro capas de livro. Confesso que é a primeira coisa que me chama a atenção e que faz nascer em mim a vontade de ler ou não um livro. Claro que não devemos julgar uma história pela capa, mas ninguém pode negar que uma capa bonita aguça a nossa curiosidade em conhecer melhor a história que ela carrega, não é? Pelo menos comigo é assim.

Foi exatamente isso que aconteceu comigo e com A Evolução de Calpúrnia Tate, me apaixonei perdidamente pela capa e quis muito conhecer a história e posso dizer que o enredo é tão encantador quanto sua capa amarela.

No livro conhecemos a vida de Calpúrnia Virgínia Tate (Callie), uma menina de onze para doze anos, moradora da zona rural em uma cidade do Texas em companhia de seus pais, seus seis irmãos, seu excêntrico avô, os empregados da fazenda e inúmeros animais.

É verão e o ano é 1899. Callie não sabia mais o que fazer para espantar aquele calor horrível que tirava as forças de todos. A única saída era nadar no rio, sozinha, mesmo que isso irritasse sua mãe.

Margareth, mãe de Callie, criava e preparava a menina para ser uma dama e uma boa esposa. Não tolerava que ela permanecesse de vestido sujo e cabelos desarrumados. Cuidava para que Callie fosse bem educada, estudasse piano com afinco e sonhava com o dia em que Calpúrnia mostrasse algum interesse pelas prendas domésticas.

Callie tinha outros planos, gostava e gastava horas observando a natureza. As plantas e os animais a fascinavam e ela gostaria de entender como funcionava o ciclo de vida de cada espécie. Em sua caderneta escrevia anotações a respeito de tudo o que observava e as dúvidas que surgiam ao longo do dia.

Esse interesse pela natureza fez Callie se aproximar de seu avô, Walter Tate, que com a aposentadoria passou a ficar horas em seu laboratório se dedicando a experimentos ou coletando novas espécies ao longo da propriedade para estudo. O avô era distante das crianças da casa, mas se encantou ao ver o interesse pela ciência crescendo em Calpúrnia, que agora o acompanhava para todos os lados em seus experimentos e lia com interesse os livros que ele indicava.

A história é encantadora. Eu adoro livros que se passam em outras épocas porque amo conhecer os costumes de cada tempo e lugar.

Em A Evolução de Calpúrnia Tate acompanhamos a mudança de tempo de 1899 para 1900, a chegada do telefone na cidade, do automóvel, a primeira vez que Callie e seu irmão Travis beberam Coca-cola (uma bebida nova refrescante que todos estavam comentando).

Acompanhamos a forma como as meninas e os meninos eram tratados por seus pais. Apesar de todo o carinho e amor que era distribuídos de forma igual entre os sete filhos, Callie não tinha a mesma liberdade que seus irmãos.

Contra a sua vontade era obrigada a aprender a cozinhar, a bordar, a tocar piano. O tempo em que passava no laboratório em companhia do avô não era visto com bons olhos pela mãe, que imaginava que a filha não estava se dedicando o suficiente às prendas do lar e logo chegava o momento de debutar.

Callie se via dividida e pensativa. Gostaria de poder escolher o próprio destino e ser uma cientista, considerava os trabalhos domésticos uma perda de tempo e não era boa em nenhum deles. Mas, cada vez mais via que seu destino era se casar e ter a própria família como a mãe, era esse o destino das moças da cidade. A universidade não é uma escolha.

O livro me fez pensar em como temos sorte. A vida de Callie era longe de ser ruim, ela era de uma das famílias mais influentes da cidade, tinha boa educação, moradia, alimentação e pais que a amavam, mas não era incentivada a escolher o rumo da própria vida.

Pensei na minha vida, eu fiz faculdade de Direito por escolha própria. Quantas mulheres antes de mim foram impedidas de estudar e virar grandes advogadas? Quantos sonhos foram esquecidos porque para às mulheres não era permitido sonhar com uma carreira além do lar?

Acho que isso fez de A Evolução de Calpúrnia Tate um livro especial, uma história contada pelos olhos de uma menina de 12 anos, que retrata a sociedade de 1899 com as palavras de uma criança.

Para mim, o livro merece as quatro xícaras de chocolate quente por abordar temas tão importantes de forma tão leve. As letras são grandes e a leitura é fácil. Não avaliei em cinco xícaras porque confesso que custei um pouco a engrenar, a história demorou um pouco a me fisgar, mas antes do meio do livro eu estava completamente mergulhada na vida de Calpúrnia e indico a leitura.

E a capa é realmente linda! =)

Espero que gostem!

Com carinho,


20 comentários :

  1. A capa também é o que mais me chama a atenção pra querer ler um livro. :D E também amo histórias que se passam em outras épocas, gosto muito de saber rotina, costumes, essas coisas. Então não poderia deixar de ler esse livro, ainda mais sendo aos olhos de uma menina de 12 anos.
    Amei a resenha! Bjs, Mari <3

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  2. A capa é inscrivelmente linda mesmo, daqueles livros que achamos tão lindos que queremos deixar á mostra em algum lugar da casa para decorar. Amei o tema do livro, gosto de livros que abordam situações e culturas reais, em forma de uma certa ficção. A historia parece ser bastante envolvente.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    1. Oi,

      Como tu eu também olho muito a capa antes de comprar um livro, mas essa não me chamou a atenção. Não sabia que o livro seria de uma época distante da nossa, jurava que ele era atual. Fiquei bem curiosa quanto a conhecer a Callie e como vivia naquele ano.
      E ruim quando demoramos a entrar no clima do livro, mas que bom que conseguiu. Quem sabe depois não animo ler ele.

      Visite: http://paradisebooksbr.blogspot.com.br/

      Beijos.

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  4. O livro realmente tem uma bela capa, e realmente quantas pessoas já não se foram impedidas de realizar seus sonhos, eu sinceramente não gosto de obras em que se passa no século passado, mas a leitura deste livro realmente pode me conquistar, não só pela temática mas pela Callie, que parece ser sutil e meiga, e suas observações as simples coisas do dia a dia, e seu interesse na natureza.
    A leitura pode ser prazerosa sim, e posso me enganar a respeito dessa coisa de século, é que peguei alguns traumas de histórias clássicas..
    Beijinhos Mari, ThaynáQ.

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  5. Oi Mari, tudo bem?

    Esse livro tem me chamado muita atenção ultimamente. Concordo com você a respeito de as capas chamarem atenção e, sem dúvida, a capa desse livro chama muito a atenção. Já está na lista. Beijos!

    http://euvivolendo.blogspot.com.br/

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  6. Amiga eu já vi esse livro diversas vezes nas livrarias, mas nunca me chamou atenção. Tem livros que na verdade eu nem me interesso apenas pela capa não sei porque, mas mesmo assim gostei do que vc abordou em sua resenha. A história parece ser bem bonita mesmo. Mas sabe de uma coisa? Eu ainda não me familiarizei com leituras de Romances de Época ou coisa do tipo. Preciso começar a ler pra poder ter uma ideia, porque até agora nada mesmo =/

    Mas gostei bastante da sua resenha e espero ainda ter chance de ler esse livro a qualquer hora !

    Parabéns Andressa.
    Espero que esteja bem linda
    Se cuida e fica com Deus

    http://lovereadmybooks.blogspot.com.br

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  7. As capas sempre chamam minha atenção também, tanto que abri a resenha pela capa, rs. Vou anotar o nome do livro para comprá-lo com urgência! Pelo jeito, parece ser muito bom. Também curto histórias que se passam no passado pelos mesmos motivos. Seguindo o blog, beijos!
    http://diario-noturno.blogspot.com.br/

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  8. Oi Mari querida! Sabe eu nunca conheci meus avôs, e perdi minha unica avó recentemente, então pela presença do avô da personagem ser tão presente eu passaria no momento a leitura, mas quando meu coração estiver mais curado pretendo sim fazer a leitura <3 adorei sua resenha como sempre!

    Beijos Joi Cardoso
    Estante Diagonal

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  9. a capa é a primeira coisa que eu olho em um livro, se eu nao gostar da capa provavelmente nao irei ler ele, a nao ser que a sinopse seja muito boa e talz fora isso é um otimo livro ><

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  10. Oi Mari, tudo bom?
    Realmente eu lembro quando esse livro foi lançado e a primeira coisa que me conquistou foi a bela capa. Gosto desse tipo de história que se passa em outras épocas e que discute algo tão importante quanto a posição da mulher na sociedade. É o tipo de leitura que eu gosto de fazer porque me leva a refletir sobre várias coisas.
    Beijos!
    http://livrosyviagens.blogspot.com.br/

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  11. Oi Mari...
    Gostei muito da sua resenha. Passei a me interessar ainda mais pelo livro. A história merece ser lida, não tenho dúvidas. Mesmo que a história tenha demorado para se desenvolver.
    Espero ler ainda.

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  12. Oi Mari, obrigada por me mostrar um livro que eu não tinha ideia do que poderia ser. O enredo dele me chamou muito atenção, em uma época onde nós mulheres não tínhamos vez, será bom conhecer o ponto de vista desta menina.
    Bjs, Rose.

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  13. A capa pra mim conta mto!Tbm chego a me interessar ou desinteressar só pela capa!
    Essa está linda demais!
    Mas a história não me cativou,achei bem maçante,não sei se seria uma leitura que me prenderia.
    Bjus

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  14. Mari com certeza a capa é muito fofa, mas passei batido por ele para ler O teste, mas lendo a sua resenha fiquei morrendo de vontade de conhecer mais sobre a história! Amei sua resenha!
    Bjkas

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  15. Oi Mari!
    Apesar de eu achar livro assim meio chatinho as vezes, esse parece ser bem interessante. É curioso saber como era a vida de meninas e mulheres naquela época e perceber como somos livres não? Comparar o passado com o presente é um exercício e tanto, e creio que este livro nos proporcione isso.

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  16. Eu não conhecia o livro, mas realmente a capa é muito bonita. Gostei da premissa da historia, uma pena não envolver o leitor no início, mas tem livro que é assim mesmo.

    Beijos.

    http://livrosleituraseafins.blogspot.com.br/

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  17. Ah não achei legal a capa, e infelizmente a história não me interessou. gosto daqueles livros que me prendem desde o inicio. E esse me pareceu bem chatinho.

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  18. Mari, assim como você, sou apaixonada por capas. Fico olhando e namorando antes de ler o livro em si. Não deveria julgar, mas às vezes eu julgo um livro ou outro pela capa rs.
    Adorei a história e os mistérios. Meio complicado quando a história não começa nos prendendo e tal, mas mesmo assim fiquei instigada a ler

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  19. O livro chamou bem mais minha atenção devido à capa, depois ao ler sua resenha fiquei interessada. Já queria ler o livro antes, agora continuo querendo haha
    Tudo que Motiva

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