Resenha - O Bangalô

O Bangalô

O Bangalô
Autora: Sarah Jio
Editora: Novo Conceito
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance / Drama

Páginas: 320

Sinopse: Skoob

Avaliação: 




Oi gente, tudo bem?



Depois do meu primeiro contato com a escrita da Sarah Jio em Neve da Primavera (resenha aqui) meu objetivo literário é ler tudo o que foi (e será) escrito por ela. Fiquei completamente encantada com a forma de escrever da autora e, claro, muito feliz com a oportunidade de ler e resenhar O Bangalô, lançamento da Novo Conceito nesse segundo semestre de 2015.



Mais uma vez acompanhamos a história em duas épocas diferentes. Ela começa no presente, com a senhora Anne Calloway contando para a sua neta a passagem mais importante da sua vida, que até então estava enterrada la no fundo do coração: o tempo em que trabalhou como enfermeira durante a guerra, em 1943, em Bora Bora. Conforme a Anne do presente contava sua história para a neta, nós leitores somos transportados para a Seattle da época, que deu voz à mesma Anne Calloway com 21 anos de idade.

Já comentei por aqui que um primeiro passo para o livro me conquistar é mesclar épocas diferentes, acho fascinante acompanhar a história da vida de uma pessoa, de uma família, de um lugar, por tanto tempo. Mostra como tudo está entrelaçado e como todas as nossas decisões de agora afetam um futuro que, a princípio parece tão distante. O livro já me ganhou aqui.

Como se não bastasse, estamos em Bora Bora durante a Segunda Guerra Mundial e histórias de guerra também chamam muito a minha atenção. Um romance tendo a cruel guerra como cenário já não é novidade (existem muitos filmes e livros que tratam do assunto) mas O Bangalô conta a história de como a vida que conhecemos pode modificar em um piscar de olhos. Merece ser lido.

Anne estava com a vida encaminhada em Seattle, vinha de uma família com posses e não precisava trabalhar, mas, com o diploma de enfermagem ainda fresco no bolso e a sensação de que precisava fazer algo de útil para preencher os seus dias, Anne seguiu para Bora Bora na companhia de sua melhor amiga de infância, Kitty. Ambas não sabiam o que encontrariam por lá, embarcaram apenas com a certeza de que teriam muito trabalho pela frente, pois enfermeiras eram sempre necessárias nas bases militares. 

A partir de então acompanhamos o desenrolar da guerra pelos olhos de Anne e como a ilha e as condições modificaram cada uma das pessoas que lá estavam, a começar por Kitty, eu me irritei bastante com ela ao longo da leitura.

Um bangalô escondido pela praia se tornou o refúgio de Anne em meio a tanta dor e incertezas. Aquela casinha simples, com poucos móveis, onde Anne viu nascer o seu amor pelo Soldado Westry também carregava uma maldição, segundo as crenças dos moradores locais.

O livro é incrível, acredito que seja preciso sensibilidade para escrever um romance entre uma enfermeira e um soldado durante a guerra, pois o amor não nasce e floresce em circunstâncias normais, mas em meio a mudanças, mortes e um futuro incerto. Sarah Jio soube conduzir muito bem a narrativa, optando pela voz em primeira pessoa.

Percebi que a autora gosta de colocar uma pitada de mistério em suas histórias e, em O Bangalô o mistério fica por conta do assassinato de uma das moradoras locais. Mas, realmente se trata apenas de uma "pitadinha", pois o enredo não gira em torno do fato. Mesmo assim, acredito que enriqueceu a história e, de algum modo, serviu para interligar as gerações.

Eu me emocionei em várias passagens do livro, mas não poderia ser diferente, o amadurecimento de Anne, as duras condições da guerra, amores nascendo, amizades se modificando, pessoas que se foram, a história é emocionante do início ao fim.

Como se fosse possível, gostei ainda mais de O Bangalô do que já tinha gostado de Neve na Primavera. Continuo indicando as histórias de Sarah Jio e espero me surpreender positivamente ainda mais a cada nova leitura.

Se você já leu o livro, me conte se gostou tanto quanto eu! Se ainda não leu, espero que aproveite a dica!

Com carinho, 











8 comentários :

  1. Já ouvi muitos comentários sobre esse livro, gostei da história que envolve guerra, amores, amizade, a capa é muito bonita, transmite uma calma e serenidade.
    Beijos...

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  2. Sou fã da autora, já li os dois livros anteriores e gostaria de ler esse.
    Gosto do artifício de passado e presente e gosta ainda mais quando ela intercala passado e presente, fico tão envolvida que não percebo que ela passa de um a outro.

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  3. Não tinha ideia de que esse livro se passava durante a 2ª Guerra, também amo livros com essa temática e gostei da ideia ter uma visão sobre a guerra que não seja a de alguma soldado, acredito que o livro deve mostrar um lado mais humanizado de tudo, fiquei com bastante vontade de ler, acho que está tendo sorteio dele no skoob e agora eu quero muito ganhar.

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  4. Oi Mari eu nunca li nada dessa escritora mas eu amei a sinopse é o tipo de gênero literário que eu gosto de ler já coloquei na minha lista de leitura obrigada pela dica e como sempre você faz ótimas resenhas bjs.

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  5. Gosto muito de historias que passam na Guerra. E essa capa é incrível.

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  6. Mari!
    Terminei o ano com a leitura desse livro e totalmente encantada.
    Adoro a forma como a autora escreve, já li dois outros livros delas e já está entre as minhas favoritas.
    A história em guerras muito me fascina também.
    Leitura mais que recomendada.
    “Um brinde cheio de entusiasmo e sensibilidade com aquele brilho nos olhos de criança descobrindo o mundo por todos os bons sentimentos que fazem bem a alma ,um brinde exatamente aquelas emoções mágicas que nos tornam melhores,um brinde a beleza de ser um eterno aprendiz .” (Giovanni Dulor Chagas)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
    Participe do TOP COMENTARISTA de Janeiro, são 4 livros e 3 ganhadores!

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  7. Oi,
    Nunca li nada dessa autora mas estou encantada, adorei, quero muito ler, já anotei aqui na minha listinha, depois volto aqui e conto o que achei.
    Beijos!

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  8. Nunca tinha visto nada sobre esse livro, mas fiquei com vontade. Parece ser bem interessante.

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