Resenha: Malévola

Malévola
Autora: Elizabeth Rudnick
Editora: Universo dos Livros
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira
Páginas: 256
Sinopse: Skoob

Avaliação:



Essa é a história da fada Malévola, mas a história é contada desde o comecinho quando ela era um bebê e vivia com seus pais, Hérmia e Lisandro em Moors, o lugar onde as fadas viviam em uma linha tênue entre humanos e fadas. Acreditem, a história não é como vocês leram antigamente.. Pelo menos não tudo. Afinal, toda história tem dois lados e essa é a história de um suposto antagonista.

"...Não é aquela que começa com uma maldição e termina com um dragão."

Na história existe sim dragão e uma maldição, porém é uma história de amor, perdão, amizade e um beijo de amor verdadeiro, como em todas as histórias de contos de fada.

Bom, enquanto Malévola ainda era um bebê, seus pais foram mortos na guerra tentando encontrar um modo de manter a paz. Todos lamentaram muito essa morte; e apoiaram criando Malévola com todo amor e a cada dia ela crescia e se tornava ainda mais esperta, bondosa, feliz. Suas asas e chifres eram lindos, apreciados por todos. Assim como seus pais, Malévola acreditava que pudesse haver paz entre os povos, acreditando que não se podia julgar uma espécie inteira por ações de uma minoria. Malévola vivia feliz dentro o povo das fadas, tornou-se independente cedo e amava ouvir histórias sobre seus pais e o que mais apreciava era passar um tempo com seu melhor amigo Robin, os dois faziam muitas traquinagens e se divertiam muito. Mesmo apesar da perda dos pais, Malévola tornou-se adorável. Porém em dado momento aquele mundo que Malévola vivia feliz e protegida passou a não ser o suficiente e ela ficou curiosa para saber sobre os humanos e seu amigo Robin condenou esse desejo, porém Malévola ouviu muitas coisas sobre seus pais e a principal, é que eles acreditavam em humanos bons e que um relacionamento com eles era possível e claro que Robin lhe lembrou que a crença de seus pais custou-lhe a ausência deles, afinal foram mortos na guerra. Robin tentou explicar como os humanos desejavam suas riquezas e portavam armas de ferro que queimavam seu povo, mas Malévola bondosa, ainda assim tinha a crença de que eles, humanos, também faziam parte da natureza e sua comparação fazia sentido. Assim como existiam humanos malvados, existiam fadas e animais malvados, assim como os do bem.. Então não importava o que Robin pudesse dizsr, Malévola tinha suas próprias convicções e crenças, enquanto Robin nutria um ódio profundo pelos humanos. 

"Malévola suspirou é apoiou as costas no tronco da árvore uma vez mais. Talvez Robin não acrditasse, mas ela sim. E sabia que seus pais se orgulhariam dela por isso." 

E eis que a oportunidade que ela tanto ansiava aconteceu, ela soube de um humano roubando do poço e lá foi ela. Se deparou com um jovem que tinha mais ou menos a sua idade. Ela exigiu que ele se mostrasse, já que estava escondido em uma moita e ainda ofendeu um dos membros do povo das fadas. E foi assim que conheceu Stefan. Ali começaram a conversar, ele disse que vivia em um celeiro e um dia moraria no castelo, que seus pai, assim como os de Malévola estavam mortos; algo que despertou ainda mais interesse dela. Então a partir daí as coisas aconteceram.. Promessas, paixão, ilusão.. Eles se tornaram amigos, inseparáveis, se viam com frequência, porém os anos foram passando e as visitas se tornaram menos frequentes. Stefan estava focado na sua promessa de morar no castelo e se interessada cada vez menos por Malévola e os moors e a paz entre os povos. Esse afastamento tornou Malévola mais calada, mais introspectiva. 
Mais uma guerra veio e Malévola enfrentou o Rei Henry, responsável por tantos ataques e mortes.. 

"- Derrotado na batalha - o rei prosseguiu como se não tivesse havido nenhuma interrupção. - É esse o meu legado? Vejo que estão esperando a minha morte. Não terão que esperar muito tempo. Mas, e depois? Quem governará? A Minh filha? Ou talvez eu escolha meu sucessor.
- Mas quem entre vocês merece? - Os olhos reduziram com uma centelha  de raiva. - Matem-na! Matem a fada e me vinguem. Depois da minha morte, um de vocês ficará com a coroa!..
Uma vez do lado de fora dos aposentos do rei.. Sabia o que tinha que fazer."

Malévola amava Stefan e acreditou nas palavras dele, que disse que os humanos eram horrível e que lugar dele era com ela, em Moors se ela o aceitasse. Claro que ela acreditou. Ela aceitou o cantiu que ele ofereceu e depois pegou em um sono, acreditando que teria "seu feliz para sempre".
Porém ao despertar, sentiu muita dor nas costas, se sentiu confusa, mas logo percebeu que Stefan partiu levando suas asas; sobrou não apena uma ferida cauterizada física, mas uma dor na alma irreparável. Sentindo-se traída, e burra de certa forma, pois sempre seus íntimo disse para não confiar e naquele momento Malévola se tornou o que todos nós conhecemos em outro conto. A beleza de sua alma, sua alegria e bondade partiram junto com suas asas. Stefan também teve sua dose de traição, ao aparecer com as asas e cobrar o decreto do rei, descobriu que jamais seria rei, que jamais tomaria a coroa, então matou o rei e finamente assumiu seu lugar.

Isso causou grande ira em Malévola que ansiava por vingança e conforme o tempo passou amaldiçoou Aurora, filha de Stefan.. Mas o destino sempre tem planos e por mais que haja livre arbítrio.. Ninguém é tão mal que não haja bondade e vice versa. 

O restante dessa história linda, muitos conhecem, outros talvez não. 
Mas lhes asseguro que sempre fui encantada pelos antagonistas, sempre, desde criança acreditei que nenhum deles era malvado apenas por ser, que por detrás de suas maldades, existiam justificativas e quem sabe redenção. 

Malévola é uma das minhas histórias preferidas.. Onde fala amor, traição, morte, perda, ódio, redenção e finalmente onde a bondade sempre vence se estivermos dispostos a nos entregar e nos permitir sentir. 

Amo demais esse conto!

"... foi preciso uma grande heroína e uma terrível Vilã para que tudo aquilo acontecesse. E seu nome era Malévola"

E finalmente poderia haver um final feliz e paz entre os povos que a anos lutavam e que trouxeram grandes baixas.. Mas o amor verdadeiro e a bondade, pode reparar tudo! Basta se abrir para o amor!

Fim!







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