Resenha - O Jardim das Borboletas

O Jardim das Borboletas

Autor: Dot Hutchison
Editora: Planeta
Gênero: Crime / Ficção / Jovem adulto / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério
Páginas: 304
Sinopse: Skoob

Avaliação:




"O Jardim das Borboletas" é um livro angustiante, que relata em detalhes o cativeiro de mais de uma dúzia de garotas que ficaram nas mãos de um homem conhecido como O Jardineiro, um homem que violentava sistematicamente suas vítimas, as aterrorizava psicologicamente e as tratava como itens de colecionador. O livro começa em uma sala de interrogatório quando dois agentes do FBI estão interrogando “Maya” uma das vítimas do jardineiro. Acontece que a polícia não sabe se Maya é uma vítima ou se colaborou com tudo de alguma forma. Isso porque as demais jovens resgatadas se recusam a falar com a polícia e só querem falar com Maya.

A protagonista é difícil de decifrar, pois é desprovida de emoção durante a sua narrativa. Ela conta em detalhes o nome de cada uma das garotas que chegou ao cativeiro, como era o seu cotidiano, os abusos e as gentilezas de seu captor.


"...Lembre-se de quem você verdadeiramente é, e quando preciso interprete seu papel. A crise de identidade vem quando você começa a se confundir com a sua personagem. A crise de identidade costuma causar um colapso, e ter um colapso aqui leva você a..." (p. 43/44).

Honestamente, é um livro difícil de ler graças ao seu impacto. Maya não economiza nas descrições e o leitor fica horrorizado com a mente doentia e a forma como ele vê as vítimas como preciosidades. É tudo de embrulhar o estômago.
"Ele nos chamava de Borboletas, mas éramos todas cachorras bem treinadas, na verdade". (p. 144)
A narrativa é direta e impactante. Existe certo distanciamento da parte da protagonista durante a narrativa, que nos dá a impressão em alguns momentos de que a história não aconteceu daquela maneira, o que é a intenção do autor, pois até o final do livro temos que questionar tudo o que nos é apresentado.




"Borboletas de verdade poderiam voar, escapar. As Borboletas do Jardineiro só podiam cair, e ainda assim raramente". (p. 145)

"Coisas bonitas têm vida curta, ele havia me falado na primeira vez que nos encontramos. Ele se encarregava de que fosse assim e depois se empenhava em dar a suas Borboletas um tipo estranho de imortalidade." (p. 76)



2 comentários :

  1. Olá, bom dia! Nossa amei o blog! As Resenhas muito bem feitas! Parabéns!Estou buscando inspirações, pois também estou começando o meu blog Literário, o www.cafe--com--leitura.blogspot.com. Ele ainda é um bebê, mas quando quiserem passar para tomar um café, fiquem à vontade!

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  2. Oi Karini, tudo bem? Eu gostei bastante desse livro e pelo que eu percebi, você também.
    Parabéns pela resenha!
    Bjkas

    http://www.acordeicomvontadedeler.com/

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