Resenha - Guardei no Armário

 

                                                                        Guardei no Armário

Autor: Samuel Gomes
Editora: Paralela
Gênero: Biografia
Páginas: 304
Sinopse: Skoob
 
Avaliação:

 
 
 
Olá pessoal, tudo bem com vocês?

Espero que estejam todos bem e se cuidando muito, se Deus quiser teremos a vacina ano que vem e o mundo vai voltar ao normal novamente né! 

Enquanto isso ainda não virou realidade precisamos tomar todos os cuidados necessários e ficar em casa definitivamente salva vidas. 

Para quem está em casa e querendo alguma leitura para distrair só chegar mais e conferir a resenha desse livro, que tenho certeza vai agradar a todos.

Samuel é Brasileiro vive na cidade de São Paulo, é negro, mora na periferia e era evangélico fervoroso,sua família sempre foi e seguia a risca tudo que a religião pregava.

Acompanhamos sua descoberta da sexualidade e vamos vendo como é difícil falar nos dias de hoje, imagina alguns anos antes? 

Sem referência nenhuma, com uma família muito enraizada nas tradições da igreja e da família perfeita imagina como foi confusa a vida de Samuel que sempre quis se encaixar na sociedade, mas dentro dele mesmo não se via como uma pessoa "normal".

Samuel foi descobrindo aos poucos, conforme ia crescendo, conseguiu concluir os estudos, entrou na faculdade e foi na faculdade que se auto conheceu, sempre foi um menino dedicado com tudo, com estudos, com a igreja, com os pais, e perceber que não era aceito por algo que nem ele mesmo sabia que existia foi bem complicado.
 
Samuel escreve muito bem, parece que estamos em um bate papo descontraído, ele fala como era sua vida, que se dedicava muito na igreja seja lendo a bíblia, nos encontros com os jovens, nas músicas, e perceber que conforme ia crescendo já era cobrado para ter uma namorada, casar, ter filhos, deixou ele bem assustado, que ainda nem pensava no assunto. 

Conforme foi crescendo foi conhecendo suas origens, quis deixar o cabelo mais natural, afinal não era feio, mas até o pastor da igreja achou estranho o novo penteado e pediu para voltar a usar como antes.

Eu não sou Evangélica, não quero criticar nenhuma religião, mas acho que a partir do momento que você entra para um lugar que não aceitam suas origens, suas roupas, com certeza certo não deve ser não é mesmo?

Samuel além de descobrir aos poucos e sozinho sua verdadeira sexualidade também descobriu sua origem negra, aceitar seu cabelo, barba, usar a roupa que se sentia bem, confesso que fiquei feliz lendo esse livro.

Tenho um amigo que era homosexual e infelizmente morreu, pois não aguentou tanta pressão familiar e psicológica e escrever esse livro libertou Samuel e vai libertar muitos outros, quando você tem uma história parecida e decide compartilhar ela com o mundo, você não muda só você, o mundo muda junto. 
 
Samuel na verdade guarda no armário todo o ódio, preconceito, homofobia no armário e se abre para o mundo apenas com coisas boas.

A pandemia nos trouxe coisas inusitadas mas amor ao próximo é algo que bate mais forte, e esse livro é isso amor e cuidado com o próximo seja ele o que for. 

Gostaria de agradecer o autor que me respondeu no Instagram quando comentei do livro dele, foi super simpático, além de autor ele tem um canal no Youtube, é super ativo nas redes sociais, quem quiser seguir vou por o link embaixo:

 
Beijos 
 
Até mais!


 
 

 

2 comentários :

  1. Não só interagi como li tudo seu texto e se me autorizar, colocarei no meu site e colocarei o link para o texto original.

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  2. O fim do ano é sempre um bom momento para pensarmos um pouco sobre a vida, lembrar das maravilhas que temos a agradecer e também de tudo aquilo que nunca mais voltaremos a fazer. Toda nova etapa deve ser comemorada, ganhamos uma ótima oportunidade de eliminar tudo que já não traz felicidade para nossas vidas e assim obtemos mais espaço para vivermos novas alegrias! Vamos nos cercar de pensamentos positivos e continuar a dar o nosso melhor sempre que possível. Que este novo ano chegue primeiramente com muita saúde e coragem, pois assim já temos o suficiente para conseguirmos todo o resto. Um forte abraço ! Elisabete.

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